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Por que Cemig, Cesp e Copel excluíram usinas da renovação

Recusa das elétricas em renovar contratos de geração comprometeu a meta de redução na conta de luz pretendida pelo governo, que passou de 20% para uma queda média de 16,7%


uncionários da CEMIG
Cemig: empresa desistiu de renovar os contratos de 18 usinas segundo as regras da MP 579

São Paulo – Terminou ontem a etapa de negociação entre governo e concessionárias de geração e transmissão de energia para renovação, por mais 30 anos, dos contratos por vencer entre 2015 e 2017. A partir de março do ano que vem, os consumidores brasileiros receberão uma conta de luz menor - porém com um desconto abaixo do prometido pelo Planalto em setembro.

Ao invés dos 20% de queda prometida para aliviar o setor industrial e aumentar sua competitividade, os grandes consumidores de energia terão um desconto médio de 16,7%, segundo estimativas iniciais da Aneel. A entidade ainda não tem números oficiais para a queda na conta de luz residencial, mas de acordo com cálculos do jornal Folha de S. Paulo, ela deve se aproximar de 10%.

Essa reviravolta nas contas deve-se, principalmente, à recusa de três elétricas em renovar os contratos de geração: Cesp (SP), Cemig (MG) e Copel (PR), que são controladas por seus respectivos estados - todos de governo tucano -, e juntas somam quase 40% do contratos de geração por vencer.

Ao optarem por não renovar, as companhias continuam a operação das usinas com base nos contratos atuais, mas terão que repassar os equipamentos à União em 2015 para que seja realizada um novo processo de licitação. Se aceitassem a renovação, as empresas deveriam se submeter às novas tarifas e indenizações definidas pelo governo, que incluem receitas até 70% menores. 

Veja por que elas disseram não à renovação de suas usinas:

Cesp

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), controlada pelo governo paulista, rejeitou a renovação das concessões das usinas hidrelétricas de Ilha Solteira, Jupiá e Três Irmãos, que respondem por 67% da geração da empresa. A explicação vem do valor de remuneração e indenização para os ativos ainda não amortizados oferecidos pelo governo , considerados baixos pela empresa. 

Se aceitasse o pacote, a Cesp passaria a receber 184 milhões de reais pela prestação de serviço em 2013, embora seus custos girem em torno de 270 milhões de reais. Além disso, a Cesp tinha expectativa de receber 7,2 bilhões de reais em indenização, e o governo ofereceu apenas 1,8 bilhão de reais.

Cemig
Os ativos da Companhia Energética de Minas Gerais, Cemig, respondem por aproximadamente 5% da capacidade total de geração de eletricidade das usinas com concessões por vencer entre 2015 e 2017. A empresa desistiu ontem de renovar os contratos de 18 usinas segundo as regras da MP 579.

“Após todas as análises criteriosamente realizadas não foi possível aderir”, explicou a empresa em nota. “Operamos esses ativos de geração com todo o zelo no sentido de oferecer segurança e qualidade nos serviços. Entretanto, as novas regras colocadas pelo Governo não nos asseguram condições como sempre fizemos nos 60 anos de existência da Empresa”, assinala.

Copel
Na geração, a Copel tem contratos até 2015 para as usinas Parigot de Souza (Antonina), Chopim I (Itapejara D’Oeste) e Mourão (Campo Mourão), além de Rio dos Patos (Prudentópolis) com contrato até 2014. Juntas, as quatro usinas representam 6% da potência instalada da companhia. De acordo com a empresa, a manutenção da operação destas usinas nos atuais contratos garante maiores receitas que as oferecidas pela antecipação proposta pela MP 579, além da segurança financeira para os planos de expansão.


via Exame



Piscina limpa e segura

Deixe o tratamento convencional de lado e conheça maneiras mais práticas e modernas para tratar a piscina.

 


Higienização de piscinas: 

A limpeza periódica destrói bactérias e micro-organismos causadores de doenças, além de eliminar odores desagradáveis, restos de comida e gorduras provenientes de bronzeadores e protetores solares.


Com a chegada do verão, a piscina vira o principal espaço de socialização de grande parte dos imóveis e condomínios. É lá que as famílias e amigos reúnem-se para melhor aproveitar os dias quentes e agradáveis. Mas, para que a diversão seja saudável, é preciso que a piscina esteja limpa. E isso demanda manutenção preventiva e frequente. 


A higienização nesse caso é uma prática que evita a proliferação de algas, destrói bactérias e micro-organismos causadores de doenças, elimina odores desagradáveis, além de remover materiais orgânicos, como folhas, poeira, insetos, suor, urina, restos de comida e gorduras provenientes de bronzeadores e protetores solares. 


Para evitar essas patologias, é possível utilizar métodos convencionais de limpeza química e física, como clorificação e escovação. “Mas, a cada ano que passa, o mercado oferece novidades e facilitadores para a manutenção de piscinas. Dessa maneira, é comum que o cloro seja substituído por outros produtos e sistemas de desinfecção. Já na parte de limpeza física, os fabricantes têm oferecido sistemas automáticos de escovação e eliminação de matérias orgânicas”, conta Henrique Padovani, diretor industrial da Henrimar.


A seguir, conheça produtos e sistemas que deixarão sua piscina pronta para o verão:


Menos cloro
A utilização de ozônio, a do ionizador de cobre e luz ultravioleta podem ser alternativas ao uso do cloro na desinfecção de água de piscina. Essas substâncias e produtos têm poder de oxidação e inativação de bactérias, protozoários e vírus. A vantagem de sua utilização é que esses métodos evitam a formação de cloraminas, causadoras de irritação nos olhos e na pele, e trihalometanos, que a longo prazo comprovadamente aumentam a incidência de câncer de fígado, vesícula e cólon. 


O ozônio pode ser uma alternativa para substituir total ou parcialmente o cloro nas piscinas, por ser mais eficaz em eliminar bactérias e vírus. O ozônio mantém a água limpa e diminui o uso de produtos químicos para desinfetar, ajustar o pH e a alcalinidade. Em comparação com o cloro, o tratamento com ozônio é virtualmente livre de manutenção, bastando instalar um gerador de ozônio na piscina. Muito popular na Europa há quase 100 anos, esse equipamento só se tornou conhecido no Brasil na última década. O tratamento pode ser considerado natural, pois não gera resíduos tóxicos, diferente do cloro. 


Um ionizador de cobre e prata é um equipamento de pequeno porte que pode ser instalado na tubulação da piscina. Sua ligação é feita em um quadro de comando, onde é programado o funcionamento. Quando a água da piscina é aspirada ou drenada, passa pelo equipamento, que libera os íons. Esses íons de cobre e prata matam algas, bactérias e vírus presentes na água. O pH e a alcalinidade podem ser equilibrados com produtos específicos utilizados em combinação com o ionizador sempre que necessário. Sua instalação também diminui o emprego de cloro na desinfecção das águas. 


A luz ultravioleta obtém desinfecção eficaz com adição mínima de produtos químicos, especialmente cloro. Os esterilizadores ultravioleta ou filtros UV atuam por meio da radiação UV-C, matando células vivas pela destruição do DNA, sem deixar resíduos químicos na água. Assim, promoveu o controle não só das algas em suspensão, como também de várias doenças causadas por organismos presentes na água. “É a solução para quem tem alergia a produtos químicos, porque não irrita os olhos, não resseca os cabelos, além de desgastar menos as roupas de banho. Fácil de instalar, o equipamento é colocado ao lado do filtro na casa de máquinas, descontaminando a água antes de chegar à piscina. Para operar, há uma caixa de monitoramento inteligente que controla o funcionamento”, explica Marcio Silva, encarregado técnico da Sibrape Pentair.


Piscina natural: Com presença de peixes, anfíbios e plantas, o tanque reproduz o ecossistema de lagoas de água doce.

Filtros e robôs 
 Recentemente, a limpeza física de piscinas passou a ser mais simples. Algumas empresas colocaram no mercado robôs que cuidam da piscina com apenas um clique. Basta acionar o botão da caixa de comando que ele mergulha na água e confere todo o ambiente nos 30 primeiros movimentos. Depois, elimina a sujeira do fundo, sobe nas paredes e limpa até a borda. Varre a piscina com escova de PVC flexível, esfrega, aspira e filtra — toda a sujeira vai para uma bolsa lavável que fica em seu interior. Desliza de um canto ao outro, ligado num cabo que se estende até a fonte, que é conectada na tomada mais próxima. Na sequência, recircula a água num ciclo de três horas sem parar e aspira 16 m3 de sujeira por hora.

“O equipamento elétrico opera em 24 V sem causar perigo algum. Também não exige instalações nem conexões. O XT5, da Sibrape, por exemplo, cuida de piscinas de até 12 m de comprimento. Assim, evitamse trabalhos manuais na limpeza. Está cada vez mais fácil manter a piscina higienizada com o mínimo de esforço possível”, analisa Marcio Silva.

 Na linha de filtros, há modelos mais potentes que atendem a piscinas a partir de 74 m3. A vantagem da linha é que dispensa a instalação de filtros em bateria. Um só produto, por exemplo, pode atender a uma piscina de volume total de 216 m3. Antes eram necessários dois filtros do modelo para realizar a mesma função. Até a casa de máquinas ganha com esses filtros mais potentes: com a quantidade de equipamentos reduzida, um espaço mais compacto acomoda todo o sistema.


Acessórios para limpeza:
 Para diminuir a utilização de cloro e produtos químicos na higienização, filtros potentes, robôs com escova de PVC flexível, ionizadores e luzes ultravioleta têm sido as melhores opções atualmente para uma manutenção mais saudável da piscina.


 Piscina biológica
  No Brasil, já é possível construir piscinas biológicas. Tecnologicamente sustentável, o sistema funciona sem a ação do cloro, para que peixes e plantas possam coabitar a piscina. Fungos e bactérias são eliminados por meio de um reator de ozônio. Na etapa seguinte, o ozônio é removido por um filtro de carvão ativado.

 Uma câmara de UVX (ultravioleta extremo) finaliza o processo, que transcorre na casa de máquinas. Enquanto isso, parte da água segue para reservatórios com aguapé, planta aquática cujas raízes filtram o fósforo e o nitrogênio, responsáveis pelo crescimento das algas nas piscinas. “Só uma parte do volume da piscina passa por esse tanque, conhecido como wetland. É o suficiente para que se mantenham baixos os níveis de fósforo e nitrogênio”, explica o engenheiro agrônomo André Bailone, do Estúdio Itubanaiá.

As plantas utilizadas na piscina reproduzem o ecossistema das lagoas. Entre os peixes, podem ser colocados dourados, piraputangas, lambaris e matrinxãs. Apesar de o sistema ser mais viável quando planejado na construção do imóvel, piscinas convencionais podem passar por adaptações e se transformar em modelos biológicos.


via  Casa e Construção