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5 frases que pessoas fracassadas dizem para se iludir


Conheça e evite dizer sentenças que desestimulam os empreendedores

O fracasso é um medo permanente em nossas vidas. É um fantasma que destrói sonhos e torna a trajetória rumo ao sucesso mais difícil. Algumas pessoas enxergam a falha como uma oportunidade para aprender mais e não cometer os mesmos erros novamente.

Por isso, têm um discurso pessimista, usado por eles para que acreditem que o insucesso existiu por causa de fatores externos.

Para o empreendedor digital americano Larry Kim, essa autoilusão é refletida em algumas frases, normalmente ditas por quem fracassou. Ele afirma que essas sentenças desestimulam os empreendedores, pois mostram que o sucesso é praticamente impossível.

Em reportagem do site da revista "Inc.", Kim lista as frases. Saiba quais são elas e as evite:

1. "Agora meu dia está arruinado"
De fato, é ruim começar o dia com o pé esquerdo. Mas, segundo Kim, proferir essa frase incentiva as pessoas a pensar que nada mais dará certo e, consequentemente, faz com que elas não se esforcem mais nas horas seguintes. Por mais que seu dia tenha começado mal, há chances importantes de algo bem legal acontecer. Seja otimista.

2. "Essa pessoa só serve para me atrapalhar"
A frase é bastante egocêntrica, de acordo com Kim, e muito provavelmente não corresponde à realidade por uma razão simples: é bem difícil que alguém tenha tempo especialmente para te prejudicar. Caso realmente haja uma perseguição, faça o possível para ignorá-la. Quanto maior for a sua reação, mais fortes serão as provocações.

3. "Não há chance disso funcionar"
Outra vez, este é mais um recurso de quem desiste antes mesmo de tentar buscar uma solução. Vale dizer que, naturalmente, nenhum empreendedor deve insistir algo que não dará certo. Ou seja: essa frase até pode ser dita. Mas só após algumas tentativas.

4. "É impossível"
É usada nos mesmos contextos em que a sentença anterior costuma surgir. E também só pode ser dita por quem pelo menos tentou algo.

5. "Eu sou péssimo fazendo isso"
Todos têm pontos fortes e fracos. Mas, assim como na primeira sentença, esta também pode levar quem a diz a não dar tudo de si em um determinado trabalho. É como se a pessoa fosse tão ruim em alguma coisa que nem tentasse fazê-la.

Kim diz que empreendedores, até por não terem muitos funcionários, não podem ter essa postura. Devem estar dispostos a trabalhar em áreas que não dominam e a sempre aprender.



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POR QUE NÃO EXISTE IDADE PARA EMPREENDER


Empreender é uma arte que tem muitas variações, dependendo da idade, experiência anterior ou fase de vida em que você está. É mais uma dessas atividades do ser humano que não pode ser estruturada rigidamente ou merecer um manual que deva ser seguido de forma automática.

Como também difere de alguém que se aposenta, depois de longos anos de vínculo empregatício, e imagina poder realizar sonhos que foram guardados durante anos de dedicação ao trabalho e à uma organização.

Vale lembrar que, na minha concepção, empreendedor é aquele que consegue ver oportunidades onde a maioria das pessoas apenas vê problemas. Ou, em outras palavras:
Pessoas que têm a capacidade de transformar problemas/desafios em oportunidades e, em muitos casos, consegue estar à frente do seu tempo.

Comecemos pelo jovem que decide criar algo próprio. De forma geral, os dois primeiros desestimuladores para essa opção devem se apresentar na própria família e, depois, no sistema de ensino formal, ou seja, a escola.

A família, especialmente se for de classe média para cima, na escala social, inibe a busca de um empreendimento com o discurso das “maravilhas” de um emprego.  Especialmente se puder conseguir algo em uma grande empresa privada ou realizar um concurso para a administração pública. Ou seja, ilusões do mundo organizacional que impregnaram a vida passada dos pais.

O segundo obstáculo para o jovem está na Escola. Os programas acadêmicos ainda educam as pessoas a buscar o emprego formal e tornarem-se funcionários adaptados a empresas que, muitas vezes, já não existem no mercado.

O segundo agrupamento mencionado é o executivo ou profissional que decide abandonar o emprego para  criar algo próprio. Nesse caso, as dificuldades são de outra ordem. Acostumado, por longo tempo, com as “benesses” do mundo empresarial, o profissional imagina criar algo onde vai assumir muito mais o cargo de “presidente”, uma vez que agora o negócio “será seu“. Mas, diferente do que alguns podem pensar, é necessário estar preparado para conciliar, por um bom tempo, os papéis de presidente e office-boy, simultaneamente.

Na empresa, havia um superior de quem ele podia reclamar. Uma secretária que resolvia as questões menores… e, muitas vezes, as maiores. Alguém que ele nem identifica claramente, mas que pagava a conta de luz, água, telefone e condomínio. Só que agora tudo isto deverá sair do seu bolso.

Portanto, o novo desafio será grande. Mas, acima de tudo, ele deverá alterar sua postura de empregado para empreendedor. E muitos não conseguem isso com facilidade. Por último – o que não significa que esgotam as alternativas -, existe o profissional que se aposenta e imagina realizar o sonho da sua vida, criando um negócio próprio. Para esse caso, aplicam-se as reflexões colocadas para os que decidem abandonar o emprego.

Além disso, é muito importante  que o preparo para essa nova fase de vida tenha se iniciado com, pelo menos, 12 ou 18 meses de antecedência do desligamento  da empresa em que trabalhava.

Uma das maiores dificuldades que os aposentados encontram, especialmente aqueles que trabalharam na mesma empresa por longo tempo, é criar uma nova “identidade”, ou seja, substituir o sobrenome que vão perder no dia seguinte.

Enfim, o que procurei alertar, nesse artigo, são os cuidados que cada grupo deve levar em conta ao viverem seu sonho de empreender. Cada grupo desses deve abordar o tema de forma distinta, da mesma maneira como não existe uma receita para o sucesso de todos eles.

Empreender é uma arte que varia para cada caso e situação, mas o país precisa, a cada dia, de novos empreendedores. Esse é também um país com muitas oportunidades, escondidas atrás dos problemas que todos nós conhecemos tão bem.

Fonte: *Publicado em Endeavor




Dicas: Franquias em casa



Abrir uma franquia em casa é a opção de muitos empreendedores que não têm capital suficiente para um negócio maior e que pretendem trabalhar sozinhos, amparados por uma marca já conhecida. Com investimento mais baixo e sem necessidade de um ponto comercial, o franqueado tem menos custos fixos e mais flexibilidade de horários.

É importante, no entanto, ter um espaço adequado na casa para trabalhar. Caso contrário, o dia-a-dia da família pode interferir e até prejudicar o negócio. 

Dicas:


  • Se prepare para seu trabalho em casa, como fazia quando era funcionário de uma empresa. Ou seja, acorde cedo, coloque uma roupa adequada.
  • Disciplina é imprescindível para que esta modalidade de franquia tenha sucesso. Por isso é importante tratar seu negócio como um negócio, senão você acaba não vendo resultados e desiste.
  • Tenha horários, assim como você tinha quando trabalhava fora. Tenha horário de almoço e pausa a tarde se for se dedicar o dia todo ao seu negócio. 
  • Mapeie as tarefas que fará durante o dia, sempre no dia anterior.
  • Tenha uma agenda ou painel para se lembrar de seus compromissos. Afinal não terá ninguém te cobrando nada, nem horários, nem produtividade. 
  • Divida seu dia de acordo como as tarefas que você já deixou separadas para resolver, no dia anterior. Se não conseguiu resolver alguma tarefa, coloque novamente no seu mural de tarefas ou agenda, e deixe programado para o dia seguinte nas primeiras horas para resolver. 
Claro que as dicas acima dependem muito do tipo de franquia que você escolheu, se de serviços ou produtos. 

Nos próximos posts falaremos mais a respeito.


Descubra se você tem perfil para empreender


O que motiva um empreendedor a seguir em frente?

Muitas são as razões pelas quais as pessoas decidem empreender: mudar de vida, não ter mais chefe importunando, maior liberdade de horário, dificuldade em arrumar um novo emprego, insatisfação com o salário, assumir o negócio da família e implementar uma ideia estão entre elas.

As razões equivocadas seguem o padrão chamado pelos psicólogos de “fuga de negativo”, baseado na perspectiva de que as pessoas têm, geralmente, duas maneiras de tomar uma decisão: por fuga/medo de algo negativo (não ter mais chefe, por exemplo) ou por um ideal, por amor a uma causa.

É neste ponto que a maioria dos empreendedores de sucesso se diferenciam: eles empreendem não para fugir de algo, ou até mesmo porque tiveram uma ideia genial, mas porque veem o empreendedorismo, a atividade em si, como seu propósito de vida. Eles se identificam e sentem prazer com os ingredientes da vida empreendedora, como riscos, incertezas, altos e baixos, mercados, metas e sonhos.

O verdadeiro empreendedor não sabe viver e ser feliz de outra maneira, e é isso, de forma intrínseca e natural, que gera energia e automotivação que parecem inesgotáveis, sempre disponíveis para motivá-lo a se levantar, seguir em frente e manter a certeza inabalável de que chegará lá!

Vou compartilhar um pouco da minha experiência de vida. Aos 17 anos, estudava em uma escola militar e, pela própria natureza da atividade, estava com uma carreira segura e garantida no oficialato. Foi no fim da ditadura, quando a carreira militar ainda conferia muito status. Sem saber a razão, eu estava muito incomodado com aquela carreira, e depois de muitas conversas acaloradas com amigos - que não conseguiam entender a vida fora da caserna - entendi que chegara o momento de decidir pelo meu futuro.

Fui até a biblioteca do quartel, dividi uma folha em branco ao meio, e passei algumas horas anotando as vantagens e desvantagens da carreira militar, desde aquele presente dia até a aposentadoria, abordando todos os aspectos possíveis e imagináveis.

Ao final, li de forma desapegada todos os pontos e imediatamente decidi que pediria o meu desligamento. Sabe qual foi o fator chave para essa decisão? Uma palavra apenas: previsibilidade.

Na carreira militar praticamente tudo já está definido: os anos de estudo, os salários, as promoções...os limites! E aquilo era a morte para mim, eu queria poder sonhar grande, arriscar, sentir frio na barriga! Sem nada saber sobre empreendedorismo, já havia decidido por ele aos 17 anos.

Era meu jeito de encontrar alegria e ver beleza na vida. Hoje, quando olho para trás, independentemente do sucesso que consegui, vejo que foi a decisão mais acertada da minha vida! Optei por um ideal, por amor a um estilo de vida.

Por outro lado, há empreendedores que abrem um negócio por razões equivocadas e, apesar disso, conseguem manter a motivação em alta e conquistar enorme sucesso. O que ocorre, nestes casos, é que o DNA empreendedor estava lá, adormecido, mas a pessoa não tinha consciência dele. Ao experimentar a vida empreendedora, tudo veio à tona. O motivo equivocado apenas criou a oportunidade para que a vocação verdadeira pudesse aflorar.

Para aqueles que não têm afinidade com os ingredientes da vida empreendedora, nem tudo está perdido. Se conviver diariamente com riscos, incertezas, falta de recursos, altos e baixos, mantendo a esperança e automotivação, sem perder o sono, não é da sua natureza, não se desespere, porque mesmo assim você poderá se tornar um empreendedor de sucesso.

Você precisará, entretanto, desenvolver uma resiliência acima da média, um espírito de luta incomum, para não sucumbir aos desafios do início da empreitada. Ao longo do tempo, vivenciando o dia a dia da vida empreendedora com resiliência, tudo poderá se tornar natural e o seu DNA terá sido transformado! Caso isso não ocorra, empreender se tornará um sofrimento e você deverá considerar seriamente a possibilidade de mudar de atividade. Bons negócios.

Escrito por Antônio Carlos Guarini Perpétuo é dono da rede de franquias Supera Ginástica para o Cérebro, especialista em empreendedorismo



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Quanto custa um consumidor desinformado?


Você vai a uma farmácia atrás de aspirina. Lá encontra a aspirina genérica e a aspirina (de fato aspirina, o nome é propriedade da Bayer) da Bayer. As duas estão lado a lado na prateleira. A dosagem, o uso, os ingredientes são os mesmos. Em termos de eficácia, portanto, não há diferença alguma entre genérico e Bayer. A aspirina genérica custa 1/3 do preço da aspirina de marca, da Bayer. Você compra a aspirina Bayer ou a genérica? E, se você compra Bayer, por que você compra a aspirina da Bayer ao invés da aspirina genérica?

Um working paper (NBER, 2014) recente (link aqui) de alguns professores da escola de negócios da Universidade de Chicago tenta responder esta questão. O trabalho analisa uma base de dados Homescan da Nielsen sobre compra de remédios e alimentos e mostra que: (i) Um número grande de consumidores prefere o produto de marca ao genérico e (ii) que a decisão de comprar marca ao invés de genérico está relacionada ao grau de informação que o consumidor tem sobre o produto que está comprando – isto é, consumidores mais informados compram genérico; consumidores menos informados compram marca. Os dados utilizados são referentes ao mercado norte-americano.

Para medir o grau de informação sobre o produto os autores utilizam características observáveis dos compradores. A principal proxy para grau de informação é a ocupação do comprador. De acordo com os autores, tudo o mais constante, um médico ou um farmacêutico tem mais informação do que um economista no tocante a decisões de compra de medicamentos; analogamente, um chef de cozinha é mais informado do que um advogado que não sabe cozinhar no tocante a decisões de compra de alimentos.

Intuitivamente, esta proxy parece ser boa para medir o grau de informação do consumidor sobre o produto que ele quer comprar. Usando dados da Nielsen os autores confirmam esta suposição: Farmacêuticos ou médicos acertam muito mais o ingrediente ativo de um tipo de medicamento do que indivíduos com renda similar, nível educacional similar, idade similar, etc. mas com formação em outra área.

Os autores então comparam a decisão de comprar medicamento de marca ou genérico entre diferentes grupos de consumidores. O consumidor tipo “A” é igual ao tipo “B” em tudo que é observável (renda, anos de estudo, idade, etc.) exceto pelo fato de que “A” é informado (ele é um médico ou um farmacêutico) e “B” não é informado (ele é um economista) – diferenças entre estabelecimentos de compra, período da compra, etc. também estão controladas.

O trabalho mostra que os médicos e farmacêuticos compram medicamentos genéricos mais frequentemente do que consumidores parecidos mas com formação em outra área. Da mesma forma, chefs de cozinha  preferem comprar açúcar com a marca do supermercado do que o açúcar de uma marca nacionalmente conhecida – quando comparados, por exemplo, a um sujeito com características muito similares mas que não sabe nada de cozinha. Para reforçar estes resultados os autores mostram que chefs não preferem medicamentos genéricos a medicamentos de marca e que médicos não preferem açúcar com a marca do supermercado a açúcar de marca.

A ideia por trás do resultado é a seguinte: Para os produtos analisados no trabalho não existe diferença alguma entre a marca e o genérico – açúcar do Carrefour adoça o café do mesmo jeito que o açúcar União. O pessoal informado sabe que esta diferença não existe e, portanto, não paga mais pela marca. Os desinformados não percebem que marca e genérico são a mesma coisa, exageram sua percepção a favor do produto de marca e isso os torna mais propensos a pagar mais pela marca.

Segundo os cálculos apresentados, o custo desta desinformação é grande. Os autores estimam que os consumidores norte-americanos poupariam US$44 bilhões anualmente se comprassem genérico ao invés de marca. Não é possível dizer se o “exagero” do desinformado a favor da marca – o que explicaria o custo acima – é devido aos US$140 bilhões anualmente gastos em publicidade nos EUA.  Neste caso, a publicidade estaria “enganando” o consumidor e gerando custos para a sociedade. Medidas de regulatórias seriam justificáveis.

Fábio Miessi
— Professor do Departamento de Economia FEA-USP



4 truques para perder a timidez ao falar em público em 5 minutos



Saiba como espantar o nervosismo de última hora e faça uma apresentação inesquecível

Falar em público pode ser bastante desafiador. Para ter sucesso em apresentações, o empreendedor tem de se mostrar desenvolto frente a uma plateia e, ainda por cima, não esquecer o que precisa falar.

Uma pesquisa americana mostra o quanto esse medo pode ser grande: um estudo, publicado pela Universidade Cristã do Texas, concluiu que as pessoas têm mais medo de falar em público do que de morrer.

E não são só os introvertidos que podem ter problemas antes de uma apresentação. Até pessoas mais desenvoltas podem ficar nervosas pouco tempo antes de subir ao palco. Com o objetivo de ajudar empreendedores, a "Inc." preparou uma série de dicas úteis para espantar o nervosismo em cinco minutos e fazer uma apresentação de primeira. Confira:

1. Aperte mãos
Se possível, tente interagir, antes de subir ao palco, com sua audiência. Aperte suas mãos e fale com eles. Ao fazer isso, é bem possível que o empreendedor encontre pessoas simpáticas, que o deixarão mais tranquilo, de acordo com a reportagem.

2. Ninguém te conhece
Você não dormiu na noite anterior à apresentação? É tímido? Crê que o pitch poderia ser melhor? Não importa. Ninguém sabe de nada disso. Mostre a todos exatamente o contrário - que está descansado, fala com desenvoltura e sua apresentação não tem nenhuma falha. Ninguém sabe os seus pontos fracos. Lembrar-se disso pode ajudar a criar coragem e enfrentar a plateia.

3. Não há problema em errar
Absolutamente todo mundo já errou em apresentações. Esquecer uma ou outra coisa, gaguejar e demonstrar um pouco de nervosismos são atitudes humanas. Ninguém jamais reagirá a algum deslize seu. A plateia é composta de pessoas iguais a você e muitos têm medo de falar em público também. Errou? Respire fundo e continue. Acontece.

4. Encare cada apresentação como um aprendizado
Errou na apresentação, relaxou e continuou? Ótimo. Após sair do palco, relembre os deslizes e assegure-se de não cometê-los da próxima vez. Conforme sua carreira vá avançando, sua desenvoltura será maior.



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Histórias Inspiradoras: Empreendedora de 68 anos planeja levar franquia de bolos para os Estados Unidos



Com rápida expansão, os bolinhos de vó saem do Rio de Janeiro para o Brasil e, em breve, para o exterior.

Em 2007, durante o feriado de Páscoa, Alzira Ramos, aos 60 anos de idade, perdeu sua mãe. Triste por perder uma pessoa tão amada, Dona Alzira, como era conhecida, não conseguia ficar em casa sozinha. Fugindo do luto, aceitou o convite de sua amiga para um chá. Naquela tarde, comeu um bolo de iogurte com canela. “Qual é a receita desse bolo?”, perguntou, para depois testar em casa. Ali começava a Fábrica de Bolo, franquia que faz mais de 150 mil bolos por mês no Brasil inteiro.

“Meu marido Cláudio tinha um lugarzinho no bairro, onde vendia pipoca. Seu amigo trabalhava em um botequim do lado e os dois falaram para eu tentar vender uns pedaços de bolo por lá”, diz Alzira. No primeiro dia, todos foram vendidos em menos de duas horas. “No segundo já fui com três bolos. Foi um sucesso, todo mundo comeu”. Em poucos meses, Dona Alzira já estava fazendo de 20 a 30 bolos por dia. “Era bom porque ajudava a superar aquele sentimento triste”

No entanto, pouco tempo depois disso, ao perder o irmão, a boleira sentiu o pior dos baldes de água fria. “Foi muito ruim. Fiquei muito mal mesmo. Sempre dizia que Deus tinha me dado um pai, uma mãe e um irmão para cuidar de mim”, afirma.

E por morar no apartamento de seu irmão, Alzira logo teve que procurar opções para sobreviver. “Tinha um forno muito pequeno, eu realmente precisava de mais espaço. Aí decidi ir para a loja do meu marido, dividir tudo com ele. Fizemos uma obra e ficamos por lá.”

O local, no centro do Rio, era bastante movimentado. “A rua tinha delegacia e muito comércio. O pessoal sentia o cheirinho e a nossa loja enchia. Falei para o Cláudio desistir das pipocas de uma vez para me ajudar com os bolos”, diz Alzira. Em 2010, a pequena lojinha ganhou o primeiro letreiro "Fábrica de bolo".

“A fábrica começou a crescer e conseguimos juntar um bom dinheiro. Até abri uma poupança.” Com o dinheiro, a família Ramos decidiu investir em uma loja maior, no bairro da Tijuca – local onde Alzira trabalha até hoje.

O sucesso e as franquias

Com o aumento das demandas, a equipe de 15 funcionários não conseguia mais dar conta do atendimento. Em 2013, a Fábrica de Bolo Vó Alzira deu seu primeiro passo em direção ao mercado de franquias. Para dar forma ao projeto, foram necessários oito meses testando receitas. A ideia era conseguir uma fórmula de bolos que “mantivesse o sabor original”.

Com o pensamento focado em praticidade, Fábio Prata, consultor de franquias da empresa, tomou conta dessa mudança. “O Sr. Cláudio desenvolveu um mix especial, com 80% do padrão do bolo. Depois disso, a gente entrou no processo de criação da marca, profissionalizamos as equipes. Tudo isso sem perder a essência.”

Para Prata, a expansão das franquias aconteceu de maneira muito rápida. “Ultrapassamos as 100 lojas em menos de dois anos. Produzimos mais de 150 mil bolos por mês. É muito difícil replicar o carinho da Dona Alzira com os clientes, por isso, cobramos comprometimento dos nossos parceiros”, diz Prata, que também é franqueado da marca.

Para entrar na família

Quem quiser fazer parte da Fábrica de Bolo precisa desembolsar um investimento inicial de R$ 100 mil, em média. Além do dinheiro, os interessados devem saber que é necessário manter o estilo caseiro – além do bolo, é claro. “Quando desenhamos a primeira opção de franquia, parecia um Starbucks, todo moderno. Mas a Dona Alzira olhou o projeto e, de cara, perguntou onde estava o balcão de alumínio. Colocamos todo o projeto abaixo”, diz Prata.

Agora, os próximos desafios da empresa estão no crescimento. No projeto, duas metas: entrar no Estado de São Paulo pela primeira vez e levar o sabor de vó da Dona Alzira para os Estados Unidos. “Fizemos alguns testes na Flórida e o público parece ter aprovado. Vamos ver o que acontece”, disse Prata.

Com o sonho inimaginável da senhora de 68 anos alcançando terras estrangeiras, fica até difícil acreditar que Dona Alzira não come mais os bolos que faz. “É tanto bolo na nossa vida que a gente acaba enjoando. Do pessoal de casa, só a minha netinha ainda come. Mas é muito bom saber que faz sucesso quase no Brasil inteiro”, diz Alzira.




8 passos para abrir o próprio negócio sem largar o emprego


Você não precisa largar o emprego para empreender. Saiba como dar conta de uma jornada dupla



Tornar-se um empreendedor pode ser bastante difícil. Isso acontece porque abrir o próprio negócio pode ser arriscado, já que é impossível saber se a empreitada vai ser bem-sucedida. Ao mesmo tempo, permanecer no emprego pode parecer uma escolha mais realista. Afinal, apesar de o trabalho não trazer nenhuma fortuna, as probabilidades de uma demissão e da consequente falta de dinheiro são menores.

Segundo o especialista em empreendedorismo Ryan Robinson, em muitos casos é possível empreender sem largar o trabalho. Assim, se a empresa der errado, você ainda terá uma fonte de renda.

É importante ressaltar que alguns negócios exigem atenção exclusiva. É difícil listar quais deles precisam de um gestor em tempo integral. Robinson recomenda que, antes de tentar ter uma "jornada dupla", o empreendedor analise sua situação e veja se é possível conciliar as duas atividades. Se der para ser funcionário de dia e empreendedor à noite (ou vice-versa), siga as dicas do especialista, publicadas originalmente no site da revista "Inc.":

1. Pergunte-se se empreender é realmente o que você quer
Ao conciliar trabalho com o próprio negócio, você terá que priorizar as duas atividades, em detrimento da sua vida pessoal. Não adianta se comprometer a enfrentar esse desafio duplo se sua cabeça estiver em outro lugar.

Robinson recomenda que, para tomar uma decisão, você escreva todas as atividades e compromissos da sua agenda semanal em um papel. Feito isso, veja se há alguma atividade mais importante para você que o sonho de empreender. Se houver, talvez seja melhor continuar somente como empregado.

2. Domine os conhecimentos necessários


Quem administra uma empresa precisa ter conhecimento em várias áreas. Não é necessário ser um especialista nesses assuntos, mas é preciso ter noção suficiente para você mesmo não ser a razão do eventual fracasso do seu negócio.

Antes de abrir o próprio negócio, aprenda um pouco sobre administração e gestão de pessoas. Não é preciso fazer uma faculdade. Uma mescla de cursos de curta duração já pode ajudar bastante, de acordo com Robinson.

3. Valide suas ideias
A inspiração para a abertura de uma empresa normalmente vem de uma ideia. Muitos empreendedores acreditam ter projetos revolucionários nas mãos. Só que, muitas vezes, a ideia em questão é ruim. Antes de abrir uma empresa, valide seu negócio: converse com especialistas em empreendedorismo e com seu público-alvo e veja se as pessoas realmente comprariam o que você criou. Se sim, pode prosseguir. Do contrário, pense em outra coisa.

4. Tenha algum diferencial
Para superar a concorrência, você deve ter algum diferencial. Basicamente, você tem duas opções: vender mais barato ou ter um produto melhor. Ao oferecer o mesmo que outras companhias, é mais difícil atrair e fidelizar seus clientes, segundo Robinson.

5. "Terceirize" atividades
Você precisa de ajuda em sua empresa por duas razões: você não é um especialista e vai faltar tempo para dar conta de tudo. Por isso, tenha funcionários ou empresas que auxiliem na gestão da empresa. As áreas que serão "terceirizadas" devem ser escolhidas a partir do conhecimento do empreendedor e da quantidade de dinheiro em caixa.

6. Procure feedback
Você deve saber o que está indo bem e o que deve ser corrigido na sua empresa. E, para isso, tem que ouvir seu cliente. Deixe um telefone, um endereço de e-mail e as redes sociais à disposição deles. Robinson afirma que todos os contatos devem ser respondidos.

7. Divida as coisas
Robinson afirma que empreendedores que ainda têm um emprego não podem resolver assuntos do próprio negócio durante o expediente. Ao não se dedicar ao emprego e empreender no momento errado do dia, são maiores as chances de você ficar desempregado em um momento ruim.

8. Saia do trabalho no momento certo
Se você decidiu conciliar emprego e empreendedorismo, supõe-se que sua prioridade é ter o próprio negócio. Espera-se, então, que você peça demissão em um determinado ponto.

Robinson diz que a dedicação exclusiva ao próprio negócio deve acontecer em dois casos: quando o empreendedor tiver confiança suficiente que sua empresa vai dar certo ou quando os ganhos do negócio forem suficientes para ser a única fonte de renda.

A partir da saída do emprego, é a hora de crescer ainda mais. Com dedicação exclusiva, você terá tempo para aperfeiçoar processos e poderá gerenciar melhor sua equipe e torná-la mais produtiva, de acordo com o especialista.


Opção de franquia de baixo investimento:


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3 filmes do Oscar que todo empreendedor deveria ver


Em pouco mais de um mês, o Oscar vai anunciar os grandes vencedores do cinema em 2016. Todos os anos, os associados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se reúnem para escolher os melhores em várias categorias do cinema. Mais do que uma prêmio e uma noite de gala, o Oscar pode ainda trazer ensinamentos para os empreendedores.

Confira três filmes que estão concorrendo à estatueta neste ano e o que eles podem te ensinar.

1. "Joy"
Estrelado pela ganhadora do Oscar de melhor atriz Jennifer Lawrence, Joy conta a história de uma empreendedora americana. A comédia dramática mostra como Joy Mangano inventou o esfregão Miracle Mop e ficou milionária. A direção é de David O. Russell. O longa está concorrendo na categoria Melhor Atriz, pela atuação de Jennifer Lawrence.



2. "Steve Jobs"
A história do criador da Apple nos cinemas é interpretada pelo ator Michael Fassbender. A trama se passa durante três lançamentos da empresa apresentados por Jobs e mostra como o empreendedor era na vida pessoal e profissional. Quem dirigiu foi Danny Boyle, que já foi vendedor do Oscar. Michael Fassbender concorre na categoria de melhor ator, Kate Winslet, a Melhor atriz coadjuvante.




3. "A Grande Aposta"
Baseado em um livro do jornalista americano Michael Lewis, o filme conta como quatro investidores ficaram ricos ao antecipar a bolha imobiliária nos Estados Unidos e a crise de 2008. No Oscar, concorre às estatuetas de melhor filme, melhor diretor para Adam McKay, melhor roteiro adaptado, melhor montagem e melhor ator coadjuvante para Christian Bale.


O milionário que vendeu tudo para recomeçar do zero – e venceu outra vez

David Spencer-Percival nasceu em um subúrbio de Londres e abandonou a escola aos 16 anos, porque queria ver o mundo. Quase três décadas depois, ele começou não apenas um, mas dois negócios de recrutamento do zero e os transformou em empreendimentos multimilionários em apenas um ano.

Em 2000, quando começou sua carreira em recrutamento, Spencer-Percival, hoje com 44 anos, ajudou a criar a empresa Huntress e a transformou em um negócio com receitas de 100 milhões de libras (R$ 624 milhões) por ano.

Apesar de seu sucesso, menos de uma década depois, ele abandonou seu salário de seis dígitos e vendeu todas as suas posses, incluindo uma mansão do século 19 e suas coleções de automóveis clássicos, de antiguidades e de arte – que contavam com obras do artista Damien Hirst – para levantar fundos e começar um novo negócio.

Em 2010, ele criou a Spencer Ogden, empresa especializada em recrutamento para o setor energético. Agora, essa empresa também tem receitas na casa das 100 milhões de libras por ano, escritórios em todo o mundo e emprega 400 funcionários e 900 prestadores de serviço.

No ano passado, o negócio rendeu o maior prêmio britânico para empresas, por sua contribuição às exportações do país.

"Vender tudo e abandonar um salário de 350 mil libras (cerca de R$ 2 milhões por ano) na Huntress foi "emocionante e aterrorizante", segundo ele.
"Tive sucesso um tanto jovem e comprei muitos 'brinquedos', mas isso nunca me satisfez. Eu cheguei a passar um ano na Christie's (empresa de leilões) comprando antiguidades e, em uma semana, tudo foi embora."
"Me senti tão livre. Isso me permitiu ser muito mais flexível. Quando você tem muitas coisas é complicado cuidar delas, com essas mansões sempre há algo errado com o telhado ou o jardim."

Foto: Arquivo pessoalImage copyrightArquivo pessoal
Image captionSpencer-Percival vendeu uma mansão e coleções valiosas ao decidir abandonar sua primeira empresa...

'Eu não trabalho com o fracasso'

Trabalhando na Huntress, ele não teve um dia de folga durante sete ou oito anos, apesar de a companhia "ter ganhado quase todos os prêmios disponíveis". "Pra ser honesto, eu estava esgotado", afirma.

Por isso, Spencer-Percival deixou a empresa e decidiu viajar pelos Estados Unidos durante três meses com sua esposa, Bonita. Mas antes mesmo da viagem, o multimilionário Sir Peter Ogden, fundador da empresa Computacenter – que vale cerca de 3 bilhões de libras –, já o havia sondado sobre um novo negócio.

"Sir Peter Ogden me ligou e disse: 'Vamos fazer alguma coisa, eu te apoio. Então eu fui (para as férias) sabendo que tinha um plano de negócios. Era uma sensação tão maravilhosa – eu não tinha nada além de um monte de dinheiro no banco."
Como já havia trabalhado com recrutamento, o empresário sabia que havia necessidade deste tipo de serviço no setor energético.
"Eu queria trabalhar só com energia renovável, mas não é um mercado muito grande. Então expandimos para todo tipo de energia: nuclear, gás, petróleo, elétrica e renovável. E deu certo – foi simplesmente fenomenal", diz o empreendedor.
Ele diz que não ganhou um salário sequer por dois anos, o que "pode acabar sendo muito caro" e que construir a empresa foi amedrontador, já que "você sempre tem um fluxo de caixa apertado, porque está crescendo muito rápido". mas, após o sucesso da segunda, já está refazendo suas coleções e comprando propriedades;

Image copyright Arquivo pessoal 
"Mesmo assim, eu tinha uma confiança enorme no meu sucesso. Eu não trabalho com o fracasso", diz.
Por causa do crescimento da empresa, ele diz que sua vida está "voltando a ser como era", com uma coleção cada vez maior de carros clássicos e casas em Londres, no interior da Inglaterra e em Ibiza, na Espanha.

Uma jaqueta para Robbie Williams

A vida de Spencer-Percival hoje é bem diferente do que era no começo de sua carreira. Quando saiu da universidade, ele queria trabalhar em Londres, mas o banco em que trabalhava não queria transferi-lo. "Eu trabalhava em vilarejos pequenos nesses bancos. Era tão chato", diz.
"Aí eu fui trabalhar com moda. Larguei tudo – para o horror dos meus pais. Não ganhava dinheiro, mas usava roupas ótimas e ia às melhores festas", relembra.
Foi nesse período que conheceu a esposa, Bonita, uma dançarina no Royal Ballet britânico que também era consultora de moda da boy band britânica Take That, muito famosa na época.

"Ela foi na loja em que eu trabalhava e disse: 'essa jaqueta que você está usando vai dar em Robbie Williams, posso pegá-la emprestada?'. Eu emprestei."

Image copyrightArquivo pessoalImage caption

Quando jovem, Spencer-Percival trabalhou em bancos e com moda antes de dedicar-se ao ramo do recrutamento. Depois de um tempo trabalhando com moda, um amigo sugeriu que ele fosse trabalhar com recrutamento. Foi sua segunda grande mudança de carreira. Mesmo habituado aos desafios de começar algo novo, Spencer-Percival diz que, pelo menos por enquanto, vai ficar onde está.

"Acho que passaremos os próximos três ou quatro anos dobrando o tamanho da empresa. Há muito potencial (para crescer) porque é um mercado bem grande", afirma.



A Carta




Certo dia, Thomas Edison chegou em casa com um bilhete para sua mãe.
Ele disse, -"meu professor me deu este papel para entregar apenas a você ."
Os olhos da mãe lacrimejavam ao ler a carta e resolveu ler em voz alta para seu filho: 
"Seu filho é um gênio. Esta escola é muito pequena para ele e não tem suficiente professores ao seu nível para treiná-lo. Por favor, ensine-o você mesmo!!"
Depois de muitos anos, Edison veio a se tornar um dos maiores inventores do século. Após o falecimento de sua mãe, resolveu arrumar a casa quando viu um papel dobrado no canto de uma gaveta. Ele pegou e abriu. Para sua surpresa era a antiga carta que seu professor havia mandado a sua mãe porém o conteúdo era outro que sua mãe leu anos atrás.
"Seu filho é confuso e tem problemas mentais. Não vamos deixá-lo vir mais à escola!!"
Edison chorou durante horas e então escreveu em seu diário: 

"Thomas Edison era uma criança confusa mas graças a uma mãe heroína e dedicada, tornou-se o génio do século."






Existem certos momentos da vida onde é necessário mudar o "conteúdo da carta" para que o objetivo seja alcançado! Não deixem que nada e nem ninguém ditem a história da sua vida! Pois, você e somente você é responsável pela sua jornada. Fomos criados para sermos extraordinários! 


ATITUDE


Muitos funcionários já ouviram referências, positivas ou negativas, a algumas de suas atitudes. Tem gente que não consegue progredir na carreira porque não tem atitude. Tem gente que progride apesar das atitudes. E tem gente que usa a palavra como escapatória, como se ela fosse auto-explicativa, para não ter que dar maiores explicações.

Realmente, hoje em dia atitude é uma palavra abundante em sinônimos. Por exemplo:

De ‘decisão’: “Precisamos tomar uma atitude”.

De ‘comportamento’: “Não gostei nem um pouco dessa sua atitude”.

De ‘ação’: “São atitudes como essa que fazem um grande vendedor”.

De ‘determinação’: “O time voltou para o segundo tempo com mais atitude”.

De ‘posição’: “Ele está assumindo uma atitude preguiçosa”.

De ‘aceitação’: “Você precisa ter uma atitude menos crítica com relação à empresa”.

De si mesma: “Eu acho que tudo na vida é uma questão de atitude”.

De ‘sei lá’: “Ah, ela tem, assim, atitude, sabe?”.

Atitude é exatamente a mesma coisa que aptidão (a palavra original era ‘aptidude’). E significava ‘estar preparado, física e mentalmente, para executar uma tarefa’. O aluno que aprendeu a tabuada, e sabia multiplicar oito vezes nove, sem recorrer a uma calculadora, tinha uma atitude. Só que, aí, a palavra perde completamente o charme. Porque atitude dá a impressão de ser algo muito mais cósmico.

No Dicionário Houaiss, a primeira definição de atitude é “a maneira como o corpo (humano ou animal) está posicionado”. Atitude seria, portanto, a chamada ‘pose’ – e sei que muita gente concordará com isso. Na maioria dos casos, atitude é mais embalagem do que conteúdo. E, por falar em animais, o leão, por exemplo, é um que tem atitude. E, como todo chefe cheio de atitude, o leão vivia incomodado com os súditos que não mostravam atitude. Principalmente a tartaruga. E disse o leão: “Se você pensar bem, cara tartaruga, o ser humano nada mais é que um macaco que teve atitude. E veja onde ele conseguiu chegar na carreira”. Meia hora depois, a tartaruga moveu a cabeça, concordando.

E o leão continuou: “Não é que eu queira me gabar, mas veja o meu caso. Em minha casa, quem vai à caça é minha senhora, dona leoa. Além disso, ela cria nossos filhotes. O que eu sei fazer é rugir. Por isso, minha vida se resume a comer bem, a fazer sexo, e a dar ordens. Sabe por que? Porque eu tenho atitude”. E a tartaruga, após 45 minutos, assentiu. Já demonstrando impaciência com tamanha preguiça, o leão perguntou se a tartaruga tinha entendido o feedback.

E a tartaruga, uma hora depois, respondeu: “Sabe, Vossa Majestade? Eu não quero ser rei. Nem pretendo ser o mais veloz dos animais. Nem o mais bonito, nem o mais forte. Essa é a minha atitude: eu quero ser o que sou, e não o que os outros querem que eu seja. Eu já disse isso para o seu falecido bisavô. E, um dia, vou dizer para o seu bisneto”. E os dois ficaram se olhando, ambos convencidos de que o outro jamais entenderia o que é atitude. Do mesmo modo que alguns chefes e alguns subordinados se olham, todos os dias.Porque um sempre acha que atitude é o que já tem de sobra. E o outro sempre acha que atitude é o que está faltando.



6 hobbies que podem te tornar um empreendedor mais inteligente

Atividades prazerosas te ajudam a ficar mais esperto; confira quais



Dicas podem ajudar até seu cérebro a se readaptar a novas situações (Foto: ThinkStock)

Para se tornar uma pessoa mais inteligente, normalmente devemos aprender coisas novas na escola e no trabalho. No entanto, é possível ampliar seus horizontes fazendo o que se gosta.


Segundo Christina Baldassare, especialista em empreendedorismo americano, alguns hobbies são bastante úteis para te tornar mais inteligente. Confira algumas das habilidades que, de acordo com a ciência, podem ajudar. A reportagem foi publicada originalmente na "Entrepreneur".

1. Tocar um instrumento musical
Segundo estudos de neurologia, a prática musical leva ao aperfeiçoamento do corpo caloso, uma estrutura que conecta os dois hemisférios do nosso cérebro. Um corpo caloso mais forte permite a transferência mais rápida de informações entre cada parte do cérebro, o que faz com que quem pratique música tenha mais criatividade e coordenações analítica e motora, bem como habilidades acima da média em matemática.

2. Ler
O simples hábito de ler faz com que você seja menos estressado e tenha facilidade em resolver problemas, identificar padrões, aperfeiçoar processos na empresa e interpretar as sensações de outras pessoas. Além disso, você amplia seu vocabulário de palavras e tem mais chances de se expressar melhor, de acordo com Christina.

3. Aprender uma nova língua
Ao se dedicar a um novo idioma, você, basicamente, exercita a sua memória e associa palavras do português a sinônimos na língua que você está estudando. Ter uma boa memória e saber fazer associações são habilidades que também podem ser úteis no escritório. Pessoas que falam vários idiomas são melhores na resolução de problemas do que pessoas que não dominam outra língua.

4. Acumular conhecimento sobre alguma coisa
Também de acordo com a ciência, o acúmulo de conhecimento faz bem para a memória. Tal acúmulo pode ser de qualquer tema. Não é necessário nem saber muito sobre algo importante para os negócios. Se você gostar de pássaros, exemplifica Christina, aprenda muito sobre eles. Ela afirma que, por mais que você se dedique ao acúmulo de um único assunto, sua memória melhorará como um todo, em todos os aspectos da sua vida.

5. "Malhar" seu cérebro
Christina afirma que atividades que estimulem o raciocínio, como palavras cruzadas, charadas e jogos de estratégia, estimulam a neuroplasticidade do cérebro. Essa capacidade permite que, literalmente, seu cérebro possa reorganizar e remodelar suas conexões e se adaptar a novidades em sua vida. Como sempre precisamos aprender coisas novas e enfrentar mudanças, é bom deixar o cérebro preparado.

6. Meditar
Em 1992, o atual Dalai Lama convidou o cientista americano Richard Davidson para registrar sua atividade cerebral e a de monges que o seguem após sessões de meditação. A conclusão de Davidson é que os avaliados, ao meditar por muito tempo (algo como dezenas de milhares de horas, segundo ele) em busca de um objetivo, como ser mais tranquilo, conseguiram alterar a estrutura de seus cérebros. Ou seja, fechar os olhos e pensar nas mudanças que deseja para si também pode aumentar a sua neuroplasticidade, de acordo com Christina.